Comissão acompanha apuração de chacina

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Por Luiza Melo/Diário do Pará

A Comissão Externa da Câmara dos Deputados promove hoje (5), uma reunião em Belém para tratar dos fatos já apurados sobre a Chacina de Pau D’Arco. O massacre ocorreu no dia 24 de maio e vitimou 10 trabalhadores rurais na Fazenda Santa Lúcia, em ação das polícias Militar e Civil. A reunião ocorre de forma conjunta com a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, que já acompanha as investigações sobre as causas das mortes.A Comissão Externa foi criada por solicitação da deputada federal Elcione Barbalho (PMDB) e conta com a participação dos deputados: Edmilson Rodrigues (PSol), Delegado Éder Mauro (PSD) e Beto Salame (PP).

A Comissão tem poder de investigação e atua de forma independente. O trabalho resulta em relatórios encaminhados aos demais poderes da República, sugerindo ou cobrando ações. A reunião conjunta vai definir estas ações, que serão tomadas pelo poderes legislativos estadual e federal para auxiliar na apuração e consequente responsabilização dos fatos.

PELAS COSTAS

Para o encontro, além de autoridades locais, movimentos sociais e a população de um modo geral, também foi convidado o secretário de Segurança Pública do Estado do Pará, general Jeannot Jansen. “Elucidar esse caso de Pau D’Arco é uma questão de honra. Não é justo para com a população do Pará, não é justo para com as famílias das vítimas que paire qualquer sombra de dúvida sobre esse trágico episódio” ressaltou a deputada Elcione Barbalho.

Entre os 10 mortos, 7 pertencem a uma mesma família – entre eles, a presidente da Associação dos Trabalhadores Rurais de Pau D’Arco, Jane Júlia de Oliveira, e seu marido, Antonio Pereira Milhomem. As perícias feitas no local e os depoimentos dos sobreviventes desmontam a versão oficial de que houve confronto. De acordo com recentes informações, alguns dos tiros foram dados a queima-roupa e nas costas das vítimas. “Temos vários órgãos envolvidos nas investigações, o que é positivo para evitar que as informações sejam distorcidas, O que não podemos admitir é que este caso fique no esquecimento, como mais uma mancha vermelha em nossa história, como aconteceu em Eldorado dos Carajás”, lembrou Elcione Barbalho.

(Luiza Melo/Diário do Pará)

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